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Por uma relação mais humana

A tecnologia, a informática e a mídia estão interferindo na vida das nossas crianças cada vez mais cedo. Por isso precisamos nos conectar com nossos filhos e criar uma relação de acolhimento, amor e segurança antes que essas interferências externas comecem a atuar sobre eles.

Sabemos que elas são importantes para o desenvolvimento, trazem conexão com o mundo, mas para que eles aproveitem isso sem se “perderem”, precisam estar estruturados, sentir segurança, ter condições emocionais, ter relações de afeto sólidas... Mas nada disso se consegue de uma hora para outra. O equilíbrio emocional da criança começa muito antes de seu nascimento, começa antes mesmo de sua concepção.

Todos nós precisamos da tecnologia, mas não podemos ser substituídos por ela. E, embora para as crianças todos os aparatos tecnológicos pareçam extremamente naturais, precisamos refletir até que ponto eles não estão interferindo no relacionamento de nossos filhos com outras crianças de sua idade e com seus familiares.

Freqüentemente nos sentimos orgulhosos – e às vezes até nos assustamos – ao ver que nossos filhos já dominam o computador. Esse domínio é uma demonstração de inteligência, não podemos negar, mas temos de ser facilitadores de experiências de acolhimento: elas jamais podem ser substituídas por essas máquinas.

Nossas crianças precisam da tecnologia, assim como nós – não podemos negar, nem voltar atrás –, mas precisamos nos respaldar para não nos sentirmos reféns dessa situação.

A relação entre pais e filhos tem de estar solidificada, com vivências de experiências positivas e agradáveis, que levem a criança a se sentir acolhida, para que não sinta na tecnologia a sua parceira para todos os momentos, um ser que está sempre disponível e que dispensa o relacionamento com outras pessoas.

O contato com o outro é fundamental para a criança aprender a se comunicar, a se relacionar, a formar uma identidade. O mundo está exigindo rapidez nessa atuação dos pais, e por isso precisamos nos informar, agir e levar ao conhecimento do maior número de casais o que pode ser feito em relação à formação das nossas crianças. Muito melhor se este conhecimento for levado durante a gestação de nossos bebês.

A comunicação entre pais e filhos pode ser mais acolhedora, mais profunda e duradoura – além de mais compreensiva – se começar na gestação, prolongando-se através da massagem e do olhar com o recém-nascido e perdurar durante a infância e adolescência.

Ana Cristina Alves


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